Abril 13, 2007


ACID!



Abordando a estética da cultura clubber dos anos 90, a festa ACID! agrega os clássicos da época com os novos nomes das cenas londrina e parisiense da new rave. Cores cítricas, lasers e sirenes completam a atmosfera eufórica e vibrante de uma das subculturas mais emblemáticas e controvertidas da pós-modernidade.

SÁBADO, 14/04/07 a partir da meia noite no Korova

have FUN!



Abril 6, 2007


Três Documentários Sobre o Terceiro Gênero

A transexualidade é um tema que gera discussões avançadas sobre o comportamento da nossa geração.A falta de diálogo sobre esse tema cria erroneamente uma lógica de um gráfico evolutivo dos homossexuais. Para algumas pessoas o gráfico vê o gay dentro de uma escala de transformação transexual inevitável (como o Homem de Neandertal), e quando entendem que o indivíduo não é transexual ou travesti, ou drag louca, até sorriem tragicamente aliviados. De um outro lado, para alguns homossexuais ela é invertida, como se o maior grau de evolução dentro desse gráfico seja a preservação do seu próprio gênero biológico, aliviando assim a imagem pública que alguns cultivam ao delimitar que o gênero ali está firmemente fixado. Em suma, os considerados transexuais e travestis ocupam dentro de qualquer escala imaginariamente preconceituosa a pior das posições. E o que será que alimenta essas teorias?

A escolha de análise deste tema visto através da lógica dos três documentários com formatos diferentes busca trazer pelo menos um olhar que consegue perceber esse desconhecido, esse "outro" e abre a chance de um diálogo sem tanta desconfiança, ou sem tanta segurança nos compartimentos pseudo- darwinista para sistematização dos rótulos.

Vejo uma tríade composta por três palavras: ancestralidade, centro e modernidade.

ESTRALIDADE - primeiro filme, O TERCEIRO SEXO HINDU (Between The Llines- India´s Third Gender), Alemanha , dirigido por Thomas Wartmann, fala sobre a subcultura das hijras, um grupo de travestis e transexuais hindus, que tem naquela sociedade algumas funções ritualísticas, tanto para benzer recém-nascidos quanto para jogar maldições. O documentário segue uma linha de costura narrativa através de uma jornalista que adentra aquele universo questionando o próprio papel do feminino naquela sociedade. É um trabalho que caminha cautelosamente para uma intimidade construída, que percebe o papel familiar que se forma a partir de histórias trágicas de abandono, de violência e de prostituição. Existem imagens profundamente reveladoras sobre esse universo que acaba se desmembrando em outros, imagens de olhares partidos numa Índia pobre, mas que inesperadamente também revela uma liberdade subversiva que as hijras constroem em relação à imagem do feminino. Utilizando-se da maquiagem, dos véus, da dança, do canto como forma ambígua de subverter o papel sagrado da mulher. Todos os questionamentos sobre a tradição e o papel do feminino milenarmente cultivado, dialogam diretamente com a modernidade. O momento da castração ritualística e de todas as discussões sobre esse ato, que é feito da forma mais rudimentar possível, é provavelmente a parte mais polêmica do filme. Nesse momento um trem passa do lado de fora da casa. O grito não é mais ouvido. A tradição ali estava ao lado da modernidade, do ocidente, observando e cortando os trilhos.

O CENTRO - O filme QUASE EU MESMO (Almost Myself), EUA, dirigido por Tom Murray, fala sobre uma transexual que quer reverter a sua cirurgia de mudança de sexo, feita 20 anos antes, e voltar ao o seu sexo biológico.Esse filme tem característica peculiares tanto pelo seu formato televisivo - em alguns momentos parece o globo repórter - quanto pela escolha das entrevistadas, todas transexuais operadas na faixa etária dos 40 aos 60 anos, com profissões estabelecidas: cantoras, médicas, donas de casa, etc. Sua costura narrativa é feita numa forma de diário de bordo entre as conversas do diretor com Judy, a transexual que está arrependida depois de entrar numa igreja que tinha um programa que prometia regenerar os seus discípulos homossexuais. Religiosidade, legitimidade legal, identidade e orientação sexual, transcendência, trabalho, família, autonomia de decisão, responsabilidade os são temas abordados pelas entrevistadas. Experiências que na sua grande maioria se contrapõem à decisão de Judy em retornar ao sexo masculino. A cirurgia de reversão de sexo faz com que o espectador tenha um novo ponto de partida: vemos uma transexual no início do filme e essa imagem é a que primeiramente invade os nossos olhos. A sua mudança faz com que a imagem masculina seja exatamente a causadora de estranhamento para o espectador. Esse filme constrói uma teia de sensações referente a imagem, como se inevitavelmente nos apegássemos à segurança do que conhecemos. E nesse caso o que conhecemos de Judy é a sua transexualidade. Mesmo masculino a sua essência é transexual. Por um outro lado o filme também critica a relação trágica com que a nossa sociedade cultiva o inconformismo, através de todas essas possibilidades de reconstrução física que tentam acabar com o vazio. No fim do filme senti uma sensação de ad. Infinitum na personagem de Judy, uma jornada que não tinha acabado ali, uma busca que continuaria incessante sobre ela/ele mesmo/a.

A MODERNIDADE - O filme GÊNERO X(Gender X), Alemanha, dirigido por Julia Ostertag, traz uma câmera de vídeo passeando pelo universo underground de uma Berlim raivosamente subversiva. A diretora constrói um mosaico de personagens, a maioria drags performáticas que trabalham em casas noturnas. Vemos aqui uma outra relação com a transexualidade: uma imagem do feminino recriando a subversão através da arte performática. Nesse momento os pontos questionados dialogam bem mais com o papel do ator, com a cena, com o colocar os seios ou não, com o criar o personagem vivo no próprio corpo do artista, ou construir um corpo ambíguo o suficiente para ser um coringa. Vemos a raiva e o inconformismo dessa nossa sociedade numa ascensão de sublimação na própria cena. O documentário também fala sobre as drags dos anos 80 que habitaram aquela cidade no início da famigerada "Era Aids" e que se tornaram referência para as outras. A percepção de que o gênero transexual é por si só um terceiro gênero, é o que mais fica claro no documentário. Exatamente pela grande maioria dos artistas perceberem que a decisão em operar ou colocar próteses seria como acreditar na fantasia de uma forma irreversível. A diferença entre a concepção de transexualidade de Quase Eu Mesmo com o GêneroX é exatamente no momento de se assumir transexual . A necessidade de completude vem de dentro para fora para as entrevistadas de Quase Eu Mesmo, enquanto que a única personagem transexual de Gênero X constrói o seu corpo a partir da sua experiência como drag.

Estas três experiências de documentários possuem características de linguagens diferentes: O Terceiro Sexo Hindu dialoga mais com o cinema, Quase Eu Mesmo com a televisão e Gênero X com o vídeo, todos trazem graus específicos e contundentes sobre o mesmo tema e principalmente merecem ser vistos pela variação de linguagem e pelo aprofundamento diferenciado sobre a mesma temática. Só assim poderemos parar com a mania de criar razões e teorias absurdas para nos diferenciarmos desse "outro", desse desconhecido. No fundo a busca pela identidade compatível entre corpo e alma e as ações que cada um de nós buscamos para preencher esse vazio merecem ser respeitada.

Por René Guerra



Abril 2, 2007


INSCRIÇÕES ABERTAS !

(vagas limitadas) NÃO PERCAM

Novo Curso de Formação para Homens

OBJETIVO PEDAGÓGICO

Permite aos homens desenvolver a parte do corpo da qual ignoram a existência
( o cérebro ).

SÃO 4 MÓDULOS


Módulo 1: Introdução (Obrigatório)
1. Aprender a viver sem a mamãe (2.000 horas)
2. Minha mulher não é minha mãe (350 horas)
3. Entender que não se classificar para o Mundial não é a MORTE (500 hs)

Módulo 2: Vida a dois
1. Ser pai e não ter ciúmes do filho (50 horas)
2. Deixar de dizer impropérios quando a mulher recebe suas amigas (500 hs)
3. Superar a síndrome do " o controle remoto é meu" (550 horas)
4. Não urinar fora do vaso (1.000 horas - exercícios práticos em vídeo)
5. Entender que os sapatos não vão sozinhos para o armário (800 hs)
6. Como chegar ao cesto de roupa suja (500 horas)
7. Como sobreviver a um resfriado sem agonizar (450 horas)

Módulo 3: Tempo livre
1. Passar uma camisa em menos de duas horas (exercícios práticos)
2. Tomar a cerveja sem arrotar, quando se está à mesa (exercícios práticos)

Módulo 4: Curso de cozinha
1. Nível 1 (principiantes - os eletrodomésticos) ON/OFF = LIGA/DESLIGA
2. Nível 2 (avançado) minha primeira sopa instantânea sem queimar a Panela
3. Exercícios práticos - ferver a água antes de por o macarrão

CURSOS COMPLEMENTARES:

POR RAZÕES DE DIFICULDADE , COMPLEXIDADE E ENTENDIMENTO DOS TEMAS , OS
CURSOS TERÃO NO MÁXIMO 3 ALUNOS.

1. A eletricidade e eu: vantagens econômicas de contar com um técnico
competente para fazer reparos;
2. Cozinhar e limpar a cozinha não provoca impotência nem homossexualidade
(práticas em laboratório);
3. Porque não é crime presentear com flores, embora já tenha se casado com
ela;
4. O rolo de papel higiênico: Ele nasce ao lado do vaso sanitário? (biólogos
e físicos falarão sobre o tema da geração espontânea)
5. Como baixar a tampa do vaso passo a passo (teleconferência);
6. Porque não é necessário agitar os lençóis depois de emitir gases
in



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