Junho 9, 2008


Koyaanisqatsi – Analise Semiótica


Dirigido por Godfrey Reggio, produzido por Francis Ford Coppola com som de Phillip Glass.

Koyaanisqatsi é um filme documental, o subtítulo do filme é a tradução da palavra que vem do idioma de uma tribo americana; Hopi: “vida em desequilíbrio”, o que permite ao espectador ter uma vaga idéia sobre o argumento. O título é difícil à primeira vista, mas parte essencial do conjunto do filme.

Neste filme Godfrey Reggio realizou um documentário que rompe totalmente com os padrões do documentário, já que não tem uma narração verbal, depoimentos de pessoas e nem trama. O filme passa sua mensagem através dos estímulos visuais, utilizando imagens aceleradas ou lentas, combinadas com a trilha sonora.

Dá para dividir o documentário em três situações, primeiro mostra a natureza intocada, então vem a destruição da natureza pelo homem, e por fim mostra o ser humano, a sociedade como um formigueiro, a perda da individualidade, pra então destacar algumas pessoas.

Excluindo a literatura e o teatro de sua produção e ficando apenas com a música, fez-se uma escolha de valorizar os sentidos do receptor ao invés da razão, nada é verbalmente explicado, ao ser absorvido pelo filme a compreensão se torna sensorial, a razão pode ser abandonada que o recado ainda será dado. A trilha sonora é tão fundamental ao filme quanto às próprias imagens. Por se tratar de um filme não verbal, a música (apenas instrumental) assumiu o papel de reforçar o argumento e a intenção sensorial do diretor, nas cenas da natureza a musica é calma e suave enquanto nas cenas de transito a musica fica agitada, assim o som orienta o sentimento do receptor sobre as imagens que lhe são apresentadas.

No começo do filme, na parte dedicada à natureza virgem, as linguagens musical e imagética passam uma impressão de “divino”, grandioso, paisagens inacessíveis, inóspitas ao homem, naturais e perfeitas de mais para a presença humana, mostram uma harmonia e equilíbrio de extrema grandiosidade, impossível de ser quebrada, aqui as paisagens belíssimas funcionam como uma preparação à sensação de catástrofe que esta por vir.
Então a musica e a montagem mudam, os planos e cortes ficam mais rápidos, as imagens e a musica se tornam mais “dramáticas”, apesar de todas as mudanças o equilíbrio ainda se mantêm na ausência humana, mas essas mesmas mudanças dramaticamente anunciam que o homem não demora à aparecer.
A chegada do homem muda tudo, muda o mundo, muda o filme, as paisagens artificiais venceram e substituíram as grandiosas paisagens naturais, a musica e o visual passam uma idéia terrível sobre essa nova condição, são apresentados avanços tecnológicos e suas devidas repercussões, as coisa parecem empilhadas umas sobre as outras. Os planos mudam de maneira dinâmica em direção ao centro da vida humana, a cidade, apresentada caoticamente, em guerra, é mostrado o cogumelo da bomba atômica e diversas cenas de dor e sofrimento causadas e sofridas pelo próprio homem, frisando ao maximo os erros humanos onde a ganância é o grande motor, motor que cria e destrói. Nessa parte do filme a regra é o desequilíbrio, a sociedade humana desequilibrada social e economicamente é representada em oposição ao equilíbrio natural do começo do filme, a idéia é reforçada pela musica e pelos cortes, como em todo o filme.
Planos rápidos, musica frenética. A noite foi muito usada aqui com intenção dramática, os carros acelerados pelas ruas das maiores cidades do mundo parecem borrões de luz correndo por um sistema circulatório de um corpo vivo. O homem passa a ser retratado, primeiro como massa, o espaço publico como um formigueiro, gente demais; gente demais indo porá a mesma direção, para todas as direções, em todo lugar, o homem parece uma epidemia, um vírus que invadiu e conquistou. A vida é previsível, espontaneidade e criatividade foram retiradas do homem. Fala-se do trabalho, da maquina, da rotina mecânica do trabalho humano, o homem programado como uma maquina.
A câmera muda de espectador à próprio agente da ação, quando agente, coloca o espectador na corrida, nos tonteia e quando a sensação se torna insuportável a câmera para na tragédia coletiva, à tragédia de viver. Então alguns seres são destacados, os excluídos da uniformização, lembrando-nos do individual, lembrando que cada uma daquelas pequenas formigas programadas estão em busca da felicidade, agora vemos o homem não mais como um tumor corroendo o mundo, mas como um ser vulnerável, fraco e ambicioso, detentor dessa ganância que nos levou ao desequilíbrio ao caos e infelicidade. Termina assim, reforçando a idéia inicial; o titulo. Koyaanisqatsi também quer dizer: “vida que clama por outra forma de ser vivida”.



Maio 1, 2008


Sorte de hoje: Seu destino mudou completamente hoje

Essa sorte de hoje do Orkut está mais do que correta, apesar de eu estar ate agora de pijama fazendo trabalho de artes, tomei uma decisão comportamental que me poupará muita encheção de saco para sempre. A partir de hoje eu não sou legal.

Já reparou que toda vez que tenta contornar situações, não magoar alguém, ou tentar demonstrar coisas que não sente realmente para fazer o outro feliz você se fode? Eu fico de saco cheio, irritada, desperdiço energia com algo que eu não quero e continuo tentando ser legal, contornar a situação sem magoar, então quando não há mais energia para jogar fora a toa eu resolvo tomar a atitude que deveria ter tomado há muito tempo e acabo com a situação problemática. Daí aquela pessoa que eu gastei energia, tempo e paciência para não magoar passa a me odiar com todas as forças dela, e toda a chateação que eu passei ate o momento se mostra realmente perdida, que se no começo eu tivesse mostrado os meus sentimentos inexistentes e sido clara quanto a inexistente chance deles mudarem com a insistência do outro, teria poupado mais um ser humano de me odiar. Às vezes a gente acha que esta sendo legal, e que esse é o melhor caminho para não magoar os outros, mas não é, o melhor caminho para não magoar os outros é sendo uma filha da puta deis do principio, e a partir de agora serei uma carrasca sempre que tiver a chance, se me encheu o saco, se fodeu. Aposto que serei muito menos odiada.



Abril 29, 2008


Which Tim Burton character are you?

Ed Wood

Voted worst director of all time, but you sure look good in that sweater!

Personality Test Results

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Julho 27, 2007


Momento Suicidio

Sempre quis ter muito dinheiro, champanhes caros, suíte presidencial. Dar entrevista, palestra, autografo, receber um Valentino e um Armani por carreio, cortesia da grife, e a escolha entre qual vestido usar seria minha nova preocupação. Ganhar o Oscar, o premio Nobel, o Urso de Prata, o Grammy. Mudar o mundo, acabar com preconceito, diminuir desigualdades, revelar talentos marginalizados, empregar rejeitados, colocar tolerância, amor e respeito na moda. Por isso tudo isso.
Tinha planejado estudar muito nessas férias e voltar super preparada para o segundo semestre da faculdade. Está quase no final das férias, ainda não encostei nos livros, mas hoje entrei em crise. Aceitei um trabalho de férias para passar as madrugadas capturando e exportando vídeos, alem do meu estagio na produtora à tarde.
Agora estou em casa, são 22h00min, acabei de acordar depois de treze horas de sono. Estava há muito tempo sem dormir e praticamente sem comer, e não encontro forças para levantar e comer alguma coisa. Minha casa tem três metros quadrados, uma infiltração e uma goteira, as paredes são revestidas por um reboco que um dia foi revestido por azulejos, alguns ainda sobrevivem. Canos de água saem de buracos nas paredes, muito úteis para se pendurar a bolsa ou o casaco. Duas janelas estilo banheiro abrem como uma veneziana não mais do que 30 graus, as quebradas foram substituídas por papelão e todas, as de vidro e as de papelão, foram pintadas de branco em nome da privacidade. Estou aqui dentro agora, fazem mais de cinco meses que ninguém, alem de mim, entra aqui. Desde março não estou sozinha, Scarlett, uma hamister preta que comprei pra me fazer companhia dorme sobre minha barriga enquanto escrevo. Acho que ela é feliz aqui, se essa gaiola de três metros quadrados for suficiente ela é mesmo feliz, bem, talvez não seja suficiente. Um gato já teria ido em busca de vida melhor e um cachorro provavelmente morreria de depressão ou ficaria louco. Por que meus amigos não vêm me visitar? Às vezes acho esse lugar grande demais, ou talvez seja vazio demais. Meu telefone toca...
Era a minha mãe. Já é a terceira vez hoje, todas as vezes que minha mãe liga me lembro que a única pessoa que me liga é ela. Hoje é quinta feira, domingo o Ricardo me ligou, mas eu não atendi, acordei dez horas da noite e havia três chamadas não atendidas dele, não dormia fazia duas noites e tirei o domingo pra isso. Não sei o que ele queria, acabei esquecendo de retornar. O telefone toca...
Dessa vez era o Daniel, meu chefe. Há alguns minutos mandei msg pedindo pra ele me ligar. Nessa manha saí da produtora sem esperar alguém chegar deixando-a aberta. Às oito horas da manha larguei tudo e fui, tremendo de frio e fraca de fome, trançando as pernas pra casa. Deixei um bilhete que dizia: "Fui embora! Estou à 24h aqui, desmaiando de frio e sem comer". Expliquei e ele disse que estava tudo bem. Meu cansaço físico é grande, mais foi o cansaço mental que me fez surtar. O telefone toca de novo...
Era minha mãe mais uma vez. Minha mãe me ama infinitas vezes mais do que eu me amo, e se somos pessoas completamente diferentes, até opostas, uma coisa eu puxei dela: Não me dou o menor valor, de poucas pessoas gosto menos do que de mim mesma. Dessa vez, no telefone, não consegui manter o ar de "esta tudo bem", minha voz começou a tremer e afinar, até sumir completamente e, quando ela perguntou "O que aconteceu? Esta tudo bem?" o nó na minha garganta se desatou e eu desabei a chorar. Se eu tivesse admitido o meu estado antes e desabafado com a Scarlett, que é ótima ouvinte, talvez não tivesse cometido esse crime e feito minha mãe chorar do outro lado da linha. Desabafei, contei tudo que estava sentindo e, como é a função de toda mãe, ela me deu a maior bronca. Disse que é um absurdo o que estou fazendo com a minha própria vida, que a escravidão já acabou e ninguém pode trabalhar 24h por dia, eu deveria estar numa boate agora, me divertindo e namorando e não chorando sozinha, os meus amigos não me visitam por que eu moro num cortiço horrível e ninguém me liga por que sabe que não adianta nada, e que vão desistir e se afastar, por que ninguém da minha idade quer ficar ao lado de uma velha. Daí ela me fez prometer que ia levantar da cama, me arrumar e ir comer alguma coisa bem gostosa, sem me preocupar com o preço ou ficar com dor na consciência.
Estou na pizzaria que tem na minha rua. Pedi uma pizza brotinho de escarola (R$ 6,90) e enquanto aguardo, escrevo. Alem de mim, tem mais quatro pessoas aqui, dois casais. O primeiro fica o tempo todo se agarrando, trocando beijos e carinhos, o outro esta de mãos dadas conversando. A ultima vez que meus lábios encostaram-se aos de outra pessoa foi em dezembro do ano passado. As ultimas vezes que saí com amigos forcei-me a escolher um novo objeto de meu interesse e a pessoa se interessou por mim também. Houve troca de olhares e comentários ao pé do ouvido com a desculpa da musica estar muito alta. Em todas às vezes "o outro" escolheu um caminho sem volta achando ser o melhor jeito de se aproximar: Criaram um ambiente climatizado na putaria, onde teoricamente todo mundo ficaria com todo mundo e uma hora chegaria a nossa vez. E eu me afastei, sem volta, sem reaproximação, esmigalhada a esperança de que algum dia meu coração volte a bater e a certeza de que a cada ano que passa o vazio no meu peito cresce mais, até o dia em que quem vier falar comigo não vai ouvir resposta, só o eco da própria voz repercutindo de dentro de mim.
Entrou mais um casal na pizzaria, esse acompanhado por uma amiga sozinha que ao passar por mim, testemunhou uma lagrima fugir dos meus olhos e ir de encontro ao papel. Agora ela fica me olhando o tempo todo. Não estou com vontade de chorar, deve ser uma lagrima atrasada, perdeu-se no caminho e ao achar a saída pulou desesperada, evapora sozinha na folha do caderno enquanto as outras estão na manga do meu casaco verde fazendo uma Rave. Não sei por que essa mulher não para me olhar, só por causa da lagrima ou talvez eu esteja com o rosto um pouco inchado. Fazia muito tempo que eu não chorava, e chorar é como todo o resto, quanto menos você faz, mais te marca quando acontece. Se eu pudesse ler pensamentos diria que ela acha que estou escrevendo uma carta de suicídio. Até que não é má idéia, escrever uma carta de suicídio toda vez que eu me sentir assim me trará mais clareza do que deve ser mudado na minha vida.
Por fim à própria vida. Há vários níveis diferentes de se cometer suicídio. Um pequeno suicídio é indicado quando apenas uma pequena parte da sua vida é uma droga: largue o emprego, peça o divórcio, expulse seu filho de casa ou mande seu pai tomar no cu; para este necessita-se de coragem, mas costuma ter resultados positivos no nosso crescimento pessoal. Um médio suicídio é para quando metade da sua vida é uma droga: seja internado, dirija bêbado e chapado, use todas as drogas que puder, faça sexo com todo mundo ou raspe o cabelo; mais conhecido como "Fase Britney Spears" é o mais perigoso, pois não resolve o problema, já que a metade da sua vida que é uma droga é muito grande para ser consertada e a metade que não é também é muito grande para se dela abdicar sem grande sofrimento, fica-se preso eternamente ao suicídio, como pular de um prédio e nunca atingir o chão. Quando toda a sua vida esta uma droga o suicídio deve ser grande, muito grande, drástico, acabe com a sua vida até o ultimo pedacinho dela e passe logo para outra: troque o numero do celular, mude de sexo, de cidade, de país, de continente, e no futuro poderemos até mudar de planeta ou viver no fundo do mar; para este deve-se ter a consciência de que nada da sua vida anterior pode ser levado para a próxima.
Aquelas pessoas que cancelam a conta do Orkut e param de falar com você estão cometendo pequenos suicídios. A pizza chegou...



Julho 12, 2007


Nhaééé?! FESTA DA QUEDA DA BASTILHA!

Nesse sábado, dia 14, a partir das 20:00h, venha perder a cabeça na Casa do Imperador Amarelo!
Haverá o lançamento de “A Louca”, de Del Candeias, e muitos outros livros do mal.
Alem de uma puta festa esquema!


Lançamento dos seguintes livros pelo Selo Demônio Negro:
Ana Rüsche, Sarabanda
Furio Lonza,Um Caderno de Estudos
Sonia Bettencourt, História Impossível
Victor del Franco, Pena y Pluma

Lançamento dos seguintes livros pelo Selo Dix:
Amsterdã SM, de Antonio Vicente Pietroforte
A Louca, de Del Candeias

IMPERADOR AMARELO, rua Itararé, 164; Bela Vista.
Paralela à Frei Caneca, na altura do Shopping.


Flyer:
lançamento del.jpg



COMO DIZ UM AMIGO MEU: BUCETA SO PRESTA PRA BOTAR VIADO NO MUNDO



Junho 29, 2007


JUNHO É O MÊS INTERNACIONAL DA PROSTITUTA



Sirlei devia ser nomeada uma mártir das prostitutas, apenas graças a toda mulher ser uma prostituta aos olhos de homens como os marginais de classe media alta responsáveis pelo enorme bafo que foi o espancamento da domestica no ponto de onibus, e a toda garota de programa ser uma prostituta ao quadrado aos olhos desses mesmos senhores, é que estes serão punidos.

Delegado:

"Colhemos informações entre pessoas que trabalham ou moram na orla, que nos informaram que geralmente eles espancam mulheres e roubam seus pertences. Acredito que as vítimas estejam na prostituição, pois nunca recebemos denúncias sobre esses casos. As vítimas provavelmente são pessoas que não querem aparecer numa delegacia", disse Pinto, que há seis meses está na 16ª DP.

Uma prostituta identificada como Angela prestou depoimento na 16ª DP, na noite de quarta-feira (27), acusando também os cinco jovens que bateram na doméstica Sirlei Dias de Carvalho, de agressão e roubo.

QUE ANGELA SIRVA DE EXEMPLO E PROLIFERE NA CONCIENCIA DAS MULHERES OS SEUS DIREITOS



Junho 20, 2007


A toupeira estrela-cheirada



Junho 7, 2007


Dez maneiras de saber se você é cristão


1 - Você nega vigorosamente a existência de milhares de outros deuses aclamados por outras religiões, mas sente-se ultrajado quando alguém nega a existência do seu deus.

2 - Você sente-se insultado e desumanizado quando cientistas dizem que as pessoas evoluíram de outras formas de vida, mas não vê nenhum problema em aceitar a afirmação bíblica de que fomos criados a partir de terra.

3 - Você ri dos politeístas, mas não vê nenhum problema em aceitar um deus tri uno.

4 - Você fica irritado quando ouve as atrocidades atribuídas a Allah, mas não liga quando ouve sobre o massacre de bebês no Egito descrito no Êxodo, nem quando seu deus ordenou a eliminação de etnias inteiras em Josué (Joshua) incluindo mulheres, crianças e até animais.

5 - Você ri das crenças hindus que endeusam humanos, e dos gregos que falam de deuses dormindo com mulheres, mas não tem problema em acreditar que o espírito santo engravidou Maria, quem deu a luz a um homem-deus que acabou morto para então ressuscitar e ascender aos céus.

6 - Você está disposto a gastar sua vida procurando por pequenos buracos na explicação dos cientistas sobre a idade da Terra (alguns bilhões de anos), mas você não vê nada demais em acreditar em alguns homens tribais da idade do bronze que chutavam a idade da Terra em algumas gerações antes deles.

7 - Você acredita que toda a população deste planeta ( com exceção daqueles que têm sua mesma crença ) irão passar a eternidade em um infinito sofrimento no inferno, e ainda considera sua religião a mais tolerante e a que melhor prega o perdão e o amor.

8 - Enquanto a ciência moderna: história, geologia, biologia, física etc. falharam em convencê-lo do contrário, um idiota rolando pelo chão e falando coisas incompreensíveis é toda a evidência de que você precisa para "provar" sua crença.

9 - Você define 0,01% (ou menos) como uma alta taxa de sucesso quando se trata de orações atendidas. Você considera isto como uma evidência de que a oração funciona e ainda diz que os 99,99% de falha foram simplesmente a vontade de deus.

10 - Você na verdade sabe muito menos sobre a bíblia do que a maioria dos ateus e agnósticos e ainda assim se chama de cristão.



Abril 13, 2007


ACID!



Abordando a estética da cultura clubber dos anos 90, a festa ACID! agrega os clássicos da época com os novos nomes das cenas londrina e parisiense da new rave. Cores cítricas, lasers e sirenes completam a atmosfera eufórica e vibrante de uma das subculturas mais emblemáticas e controvertidas da pós-modernidade.

SÁBADO, 14/04/07 a partir da meia noite no Korova

have FUN!



Abril 6, 2007


Três Documentários Sobre o Terceiro Gênero

A transexualidade é um tema que gera discussões avançadas sobre o comportamento da nossa geração.A falta de diálogo sobre esse tema cria erroneamente uma lógica de um gráfico evolutivo dos homossexuais. Para algumas pessoas o gráfico vê o gay dentro de uma escala de transformação transexual inevitável (como o Homem de Neandertal), e quando entendem que o indivíduo não é transexual ou travesti, ou drag louca, até sorriem tragicamente aliviados. De um outro lado, para alguns homossexuais ela é invertida, como se o maior grau de evolução dentro desse gráfico seja a preservação do seu próprio gênero biológico, aliviando assim a imagem pública que alguns cultivam ao delimitar que o gênero ali está firmemente fixado. Em suma, os considerados transexuais e travestis ocupam dentro de qualquer escala imaginariamente preconceituosa a pior das posições. E o que será que alimenta essas teorias?

A escolha de análise deste tema visto através da lógica dos três documentários com formatos diferentes busca trazer pelo menos um olhar que consegue perceber esse desconhecido, esse "outro" e abre a chance de um diálogo sem tanta desconfiança, ou sem tanta segurança nos compartimentos pseudo- darwinista para sistematização dos rótulos.

Vejo uma tríade composta por três palavras: ancestralidade, centro e modernidade.

ESTRALIDADE - primeiro filme, O TERCEIRO SEXO HINDU (Between The Llines- India´s Third Gender), Alemanha , dirigido por Thomas Wartmann, fala sobre a subcultura das hijras, um grupo de travestis e transexuais hindus, que tem naquela sociedade algumas funções ritualísticas, tanto para benzer recém-nascidos quanto para jogar maldições. O documentário segue uma linha de costura narrativa através de uma jornalista que adentra aquele universo questionando o próprio papel do feminino naquela sociedade. É um trabalho que caminha cautelosamente para uma intimidade construída, que percebe o papel familiar que se forma a partir de histórias trágicas de abandono, de violência e de prostituição. Existem imagens profundamente reveladoras sobre esse universo que acaba se desmembrando em outros, imagens de olhares partidos numa Índia pobre, mas que inesperadamente também revela uma liberdade subversiva que as hijras constroem em relação à imagem do feminino. Utilizando-se da maquiagem, dos véus, da dança, do canto como forma ambígua de subverter o papel sagrado da mulher. Todos os questionamentos sobre a tradição e o papel do feminino milenarmente cultivado, dialogam diretamente com a modernidade. O momento da castração ritualística e de todas as discussões sobre esse ato, que é feito da forma mais rudimentar possível, é provavelmente a parte mais polêmica do filme. Nesse momento um trem passa do lado de fora da casa. O grito não é mais ouvido. A tradição ali estava ao lado da modernidade, do ocidente, observando e cortando os trilhos.

O CENTRO - O filme QUASE EU MESMO (Almost Myself), EUA, dirigido por Tom Murray, fala sobre uma transexual que quer reverter a sua cirurgia de mudança de sexo, feita 20 anos antes, e voltar ao o seu sexo biológico.Esse filme tem característica peculiares tanto pelo seu formato televisivo - em alguns momentos parece o globo repórter - quanto pela escolha das entrevistadas, todas transexuais operadas na faixa etária dos 40 aos 60 anos, com profissões estabelecidas: cantoras, médicas, donas de casa, etc. Sua costura narrativa é feita numa forma de diário de bordo entre as conversas do diretor com Judy, a transexual que está arrependida depois de entrar numa igreja que tinha um programa que prometia regenerar os seus discípulos homossexuais. Religiosidade, legitimidade legal, identidade e orientação sexual, transcendência, trabalho, família, autonomia de decisão, responsabilidade os são temas abordados pelas entrevistadas. Experiências que na sua grande maioria se contrapõem à decisão de Judy em retornar ao sexo masculino. A cirurgia de reversão de sexo faz com que o espectador tenha um novo ponto de partida: vemos uma transexual no início do filme e essa imagem é a que primeiramente invade os nossos olhos. A sua mudança faz com que a imagem masculina seja exatamente a causadora de estranhamento para o espectador. Esse filme constrói uma teia de sensações referente a imagem, como se inevitavelmente nos apegássemos à segurança do que conhecemos. E nesse caso o que conhecemos de Judy é a sua transexualidade. Mesmo masculino a sua essência é transexual. Por um outro lado o filme também critica a relação trágica com que a nossa sociedade cultiva o inconformismo, através de todas essas possibilidades de reconstrução física que tentam acabar com o vazio. No fim do filme senti uma sensação de ad. Infinitum na personagem de Judy, uma jornada que não tinha acabado ali, uma busca que continuaria incessante sobre ela/ele mesmo/a.

A MODERNIDADE - O filme GÊNERO X(Gender X), Alemanha, dirigido por Julia Ostertag, traz uma câmera de vídeo passeando pelo universo underground de uma Berlim raivosamente subversiva. A diretora constrói um mosaico de personagens, a maioria drags performáticas que trabalham em casas noturnas. Vemos aqui uma outra relação com a transexualidade: uma imagem do feminino recriando a subversão através da arte performática. Nesse momento os pontos questionados dialogam bem mais com o papel do ator, com a cena, com o colocar os seios ou não, com o criar o personagem vivo no próprio corpo do artista, ou construir um corpo ambíguo o suficiente para ser um coringa. Vemos a raiva e o inconformismo dessa nossa sociedade numa ascensão de sublimação na própria cena. O documentário também fala sobre as drags dos anos 80 que habitaram aquela cidade no início da famigerada "Era Aids" e que se tornaram referência para as outras. A percepção de que o gênero transexual é por si só um terceiro gênero, é o que mais fica claro no documentário. Exatamente pela grande maioria dos artistas perceberem que a decisão em operar ou colocar próteses seria como acreditar na fantasia de uma forma irreversível. A diferença entre a concepção de transexualidade de Quase Eu Mesmo com o GêneroX é exatamente no momento de se assumir transexual . A necessidade de completude vem de dentro para fora para as entrevistadas de Quase Eu Mesmo, enquanto que a única personagem transexual de Gênero X constrói o seu corpo a partir da sua experiência como drag.

Estas três experiências de documentários possuem características de linguagens diferentes: O Terceiro Sexo Hindu dialoga mais com o cinema, Quase Eu Mesmo com a televisão e Gênero X com o vídeo, todos trazem graus específicos e contundentes sobre o mesmo tema e principalmente merecem ser vistos pela variação de linguagem e pelo aprofundamento diferenciado sobre a mesma temática. Só assim poderemos parar com a mania de criar razões e teorias absurdas para nos diferenciarmos desse "outro", desse desconhecido. No fundo a busca pela identidade compatível entre corpo e alma e as ações que cada um de nós buscamos para preencher esse vazio merecem ser respeitada.

Por René Guerra



Abril 2, 2007


INSCRIÇÕES ABERTAS !

(vagas limitadas) NÃO PERCAM

Novo Curso de Formação para Homens

OBJETIVO PEDAGÓGICO

Permite aos homens desenvolver a parte do corpo da qual ignoram a existência
( o cérebro ).

SÃO 4 MÓDULOS


Módulo 1: Introdução (Obrigatório)
1. Aprender a viver sem a mamãe (2.000 horas)
2. Minha mulher não é minha mãe (350 horas)
3. Entender que não se classificar para o Mundial não é a MORTE (500 hs)

Módulo 2: Vida a dois
1. Ser pai e não ter ciúmes do filho (50 horas)
2. Deixar de dizer impropérios quando a mulher recebe suas amigas (500 hs)
3. Superar a síndrome do " o controle remoto é meu" (550 horas)
4. Não urinar fora do vaso (1.000 horas - exercícios práticos em vídeo)
5. Entender que os sapatos não vão sozinhos para o armário (800 hs)
6. Como chegar ao cesto de roupa suja (500 horas)
7. Como sobreviver a um resfriado sem agonizar (450 horas)

Módulo 3: Tempo livre
1. Passar uma camisa em menos de duas horas (exercícios práticos)
2. Tomar a cerveja sem arrotar, quando se está à mesa (exercícios práticos)

Módulo 4: Curso de cozinha
1. Nível 1 (principiantes - os eletrodomésticos) ON/OFF = LIGA/DESLIGA
2. Nível 2 (avançado) minha primeira sopa instantânea sem queimar a Panela
3. Exercícios práticos - ferver a água antes de por o macarrão

CURSOS COMPLEMENTARES:

POR RAZÕES DE DIFICULDADE , COMPLEXIDADE E ENTENDIMENTO DOS TEMAS , OS
CURSOS TERÃO NO MÁXIMO 3 ALUNOS.

1. A eletricidade e eu: vantagens econômicas de contar com um técnico
competente para fazer reparos;
2. Cozinhar e limpar a cozinha não provoca impotência nem homossexualidade
(práticas em laboratório);
3. Porque não é crime presentear com flores, embora já tenha se casado com
ela;
4. O rolo de papel higiênico: Ele nasce ao lado do vaso sanitário? (biólogos
e físicos falarão sobre o tema da geração espontânea)
5. Como baixar a tampa do vaso passo a passo (teleconferência);
6. Porque não é necessário agitar os lençóis depois de emitir gases
in



Março 30, 2007


À medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as
mulheres que estão acima dos 30.
Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se
você tiver a intenção de conversar.
Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta
resmungando, vai fazer alguma coisa que queira fazer...
E geralmente é alguma coisa bem mais interessante;
Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer.
Elas não ficam com quem não confiam;
Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.
Você nunca precisa confessar seus pecados... Elas sempre sabem...
Ficam lindas quando usam batom vermelho.
O mesmo não acontece com mulheres mais jovens...
Mulheres mais velhas são diretas e honestas.
Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!
Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela basta agir
como homem e o resto deixe que ela faça...
Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos!!!
Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30
anos, estonteante, bonita, bem apanhada e sexy, existe um careca, pançudo
em bermudões amarelos bancando o bobo para uma garota de 19 anos...
Senhoras, eu peço desculpas!
Para todos os homens que dizem: "Porque comprar a vaca, se você pode beber
o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das
mulheres são contra o casamento e sabem por quê?
"Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco
inteiro só para ter 100g de lingüiça!".
Nada mais justo!

ARNALDO JABOR



Janeiro 26, 2007


"Ressentidos.

Nada contra o ressentimento. Muitas vezes, denota sensibilidade, reação justa à violência.
Entretanto, cuidado com os ressentidos.
Há uma espécie de gente que procura maldade e agressão onde não existe para forjar uma queda. Assim recebem toda sorte de atenção; gozam o excesso de zelo dos que sentem culpa, enquanto se fingem ainda machucados. Viram as costas, desprezam; os ludibriados correm atrás. É desse modo que se configura um dos tipos de sadomasoquismo mais perversos e sutis."

Escrito por Del Candeias, o maior poeta da minha geração.
retirado do blog http://docesenjoativos.blogspot.com/



Dezembro 1, 2006


Dia Mundial de Luta Contra AIDS



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